
O MPLA ou Movimento Popular de Libertação de Angola foi um movimento de luta pela independência de Angola de inspiração comunista e apoiado pela URSS, que se transformou num partido político após a Independência.
A versão oficial refere a fundação do movimento em 1956, mas a data não é pacífica sendo atual a polêmica entre duas correntes históricas, uma que defende a data oficial e outra que aponta 1961 como data real da fundação do MPLA. Entre os finais dos anos de 1950, princípios de 1960 agrupa as principais figuras do nacionalismo angolano, entre estudantes no exterior, sobretudo em Portugal - e lutadores contra o colonialismo que fugiam do interior de Angola.
Dirigido por Antônio Agostinho Neto, e tendo como secretário Viriato da Cruz,o MPLA organiza e dirige a luta armada contra o colonialismo. Um outro movimento, a FNLA - Frente Nacional de Libertação de Angola- conduzia também ações de luta. Apesar das tentativas não foi viável o entendimento entre os dois movimentos. Terminada a luta de libertação, na sequência do 25 de Abril em Portugal, é o MPLA quem proclama a independência do país, sem que tivesse acontecido a pacificação interna com a FNLA e a UNITA. O MPLA surge como movimento de tendência Marxista-Leninista.
É frequente, numa leitura etno-linguística da política angolana ligar-se o MPLA à região Kimbundo tendo sido, no entanto, dos três principais movimentos angolanos, o que mais aproveitou e incentivou o sentido nacional. À sua direção pertenciam elementos não originários do grupo dominante e o movimento não tinha as conotações tribais e racistas atribuídas aos outros dois. Terá sido aliás a sua composição e o sentido nacional que lhe valeram o apoio maioritário por altura da transição para a independência do país em 1975. O MPLA governou Angola como partido único até à abertura política em 1991. Em 1992 Angola viveu as suas primeiras eleições e foi o MPLA quem as venceu embora essa vitória não tenha sido aceite e o país tenha voltado à guerra.
Hoje o MPLA é um partido ex-marxista, politicamente constitui algo entre a social democracia e o socialismo. Angola vê agora prolongado o mandato deste partido majoritário na Assembleia Nacional até que as Nações Unidas considerem criadas as condições para a realização das próximas eleições. Dependendo essas condições da implementação dos acordos assinados entre o governo e a Unita em Lusaka visando o fim da guerra que ainda hoje ameaça o país.
O MPLA dirige Angola desde 1975 até aos dias de hoje.

…”quem não tem cão caça com gato.”
Os partidos políticos que apostaram numa campanha de «porta a porta» ou até em reuniões alargadas entre amigos e familiares dentro de casa, que depois se alarga ao quintal do vizinho, na minha opinião, fizeram bem.
Esta é alternativa criativa do marketing directo adaptado a política eleitoral, onde o braço partidário chega anónimo ao bairro/comuna e se alonga a todos aqueles que querem ouvir a mensagem da mudança. Também, se pode combinar pequenos encontros numa sala onde passam os tempos de antena, a volta da TV como se fosse a volta da fogueira. Depois é só discutir as ideias e passar a nossa, dizendo que temos a oportunidade de « dar a volta » ao país, com as pessoas certas nos sítios certos, que é como quem diz, Deputado escolhido pelo nosso partido, para defender bem os interesses do Povo Angolano.
Agora os «chefes» do marketing político partidário, que convenceram as suas Direcções que precisavam de milhões para camisolas e chapéus, como único processo para ganhar eleições,… pois, quem já ganhou, foi quem vendeu o produto e a ideia!
Neste terceiro dia de campanha, a situação eleitoral é um pouco semelhante a anterior. Considero que a melhor mensagem política continua a ser da U.N.I.T.A na pessoa do seu Presidente e de alguns históricos dirigentes que nas Províncias também estão a passar a mensagem.
Mas, pelo « andar da carruagem » será na recta final, ou seja, nos últimos dias que a campanha vai mesmo aquecer, neste cacimbo meio morno.