
Conhecida por transformar metais e pedras preciosas brutas e lapidadas em verdadeiras obras de arte, a designer de jóias tem uma lista de renomados clientes: Angélica, Gloria Kalil, Adriane Galisteu, Maria Fernanda Cândido, e Carla Camurati, que a convidou para criar as jóias usadas por Marieta Severo no filme "Carlota Joaquina".
Seus brincos, anéis, pulseiras e colares também são bastante apreciados no exterior, nas metrópoles Nova York, Paris, Beverly Hills, e ainda em cidades do Japão, Itália e China.
Conforme a designer, as coleções sempre estão baseadas em um tripé. A natureza brasileira em todas as suas formas, a arquitetura de Brasília com as linhas geométricas geniais de Oscar Niemeyer, e a minha religiosidade.
Em algumas das peças podemos observar elementos da capital, como, o horizonte, a vegetação, as avenidas e a arquitetura.
Recentemente, Carla fez uma releitura de alguns clássicos religiosos de sua própria joalheria. A coleção “Sagrado” apresenta anéis e pulseiras em formato de terço, medalinhas de santos, escapulários, pingente do espírito santo e correntes com crucifixos. Todas em ouro branco, rosa e amarelo, sempre presente em todas as linhas.
Para as coleções mais recentes, Carla aproveitou a beleza das pedras brasileiras. “A natureza é sempre uma das minhas principais influências”. Para completar 15 anos de carreira, Carla escolheu madrepérolas, topázios, ônix e turmalinas para a linha “Universo”.
Tudo começou quando ela tinha apenas 16 anos, quando já desenhava e mandava fabricar as próprias jóias. Tempos depois decidiu investir no mercado de jóias. Pegou o dinheiro emprestado do pai, além de conseguir fabricar e vender brincos e anéis com o material de algumas peças que tinha em casa, e conseguiu montar o próprio negócio.
Atualmente, as joalherias de Carla estão nas principais capitais brasileiras: São Paulo, Brasília, Rio de Janeiro, Belo Horizonte e Recife.

Todo mundo pode se inspirar no Japão, mas a estilista paranaense Érika Ikezili faz isso com conhecimento de causa. A única criadora de olhinhos puxados da São Paulo Fashion Week desfilou na manhã desta segunda-feira uma coleção que faz um paralelo entre a estética nipônica e a brasileira.
Ela misturou tudo com muito equilíbrio. Por exemplo: os florais tradicionais dos quimonos ganharam a companhia de um tecido estampado com uma imagem digitalizada de um céu azul e um campo florido. Mais outro: a estrutura do quimono foi desfeita, ganhou elementos românticos, como babados e rendados. A cartela de cores de Érika é variada e divertida. Nada de básicos. Só a alegria dos amarelões, vermelhões e roxos. Ótimo para os dias que o nude – cor da temporada – cansar seus olhos.
O desfile da conterrânea de Cornélio Procópio foi ambientado no Jardim Japonês (que estes dias recebeu a visita do príncipe herdeiro do trono japonês Naruhito), em meio ao Parque do Ibirapuera e à beira do lago. Tudo lindo, não fosse a garoa e o frio. Para esquentar, uma apresentação de Taikô (tambores), alguns quitutes, bebidas e roupa bonita. Para as modelos, no entanto, tantos agrados não pareceram resolver: as moças desfilaram arrepiadas e arroxeadas.
O Japão esteve presente também na coleção de Priscila Darolt, que brincou com as caixinhas de música – e tudo que se guarda nelas – para fazer suas roupas. Do porta-jóias que serviu de ponto de partida para o verão romântico da estilista, saíram sainhas rodadas, estampas delicadas, toques de alfaiataria e – quem diria – quimonos, golinhas Mao (chinesas) e dobraduras em tecido.
As peças em cetim listrado merecem atenção especial e um comentário válido para quem quer saber das tendências da próxima estação: os decotes foram para as costas e ganharam detalhes drapeados, laçarotes e enfeites.
Lino Villaventura encerrou a semana de moda com um desfile em que sobrou apuro técnico e faltou praticidade. O japonismo também esteve presente e se fez por meio das esculturas de tecido, que vestiram os modelos fantasiados de robôs.